quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Cursos em Caruaru/PE

Senhores,

Com certa frequência recebo mensagens perguntando quando irei realizar algum programa em Caruaru. Pois bem, chegou a hora. Na próxima semana estarei naquela cidade realizando dois cursos abertos ao público. São eles:

Administração de Conflitos – De 27 a 31.08.12. Turno: noite;
Competências Gerenciais – De 30 a 31.08.12. Turnos: manhã e tarde;

Adianto que, na quarta-feira, dia 29, estarei disponível. Assim, caso alguma empresa da região, queira me contatar para conhecer um pouco sobre as soluções disponíveis e a minha maneira de trabalhar, poderemos agendar uma visita, mesmo que sem compromisso. Aquelas que se interessarem, favor me contatar.

Sucesso e saúde para todos nós!

Abraços,

Odilon Medeiros

segunda-feira, 16 de julho de 2012

ARTIGO - EM BUSCA DA FELICIDADE: DINHEIRO NÃO É TUDO, MAS É MUITA COISA!

Dinheiro não compra felicidade, afirmam os estudos. Mas, será que é apenas isso? Precisamos refletir mais sobre o assunto.  

A OECED, organização para cooperação e desenvolvimento econômico que elabora critérios e recomendações para promover a qualidade de vida no mundo inteiro acaba de apresentar o resultado de um trabalho que mede a felicidade dos cidadãos no índice para viver melhor. E que, pela primeira vez, inclui o Brasil.

Em uma relação de onze aspectos (moradia, salário, emprego, comunidade, educação, ambiente, engajamento cívico, equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho, saúde, satisfação e segurança), os brasileiros não apresentaram o salário como uma das suas prioridades para gerar felicidade. Para nós, educação e segurança são mais importantes.

Se você ficou surpreso com o resultado deste trabalho, saiba que esta constatação não é recente. Em 1974, Richard Easterlin, economista que então lecionava na Universidade da Pensilvânia, realizou um estudo cuja conclusão ficou conhecida como o “Paradoxo de Easterlin”. A sua constatação: a felicidade não costuma estar vinculada com a riqueza.

Em 1995 e em 2001, Easterlin replicou o estudo e constatou que o aumento da renda em vários países evoluiu drasticamente, mas não houve qualquer alteração na felicidade das suas populações.

Ao analisar esses resultados, constato que eles apresentam apenas um lado da moeda. Tudo bem: dinheiro não trás felicidade, mas e a falta dele, o que trás? Quais as consequências?

Na organização, sabemos que altos salários não servem de satisfação para os colaboradores, pois, como é inerente ao ser humano, somos eternamente insatisfeitos: sempre vamos querer mais. Ou seja: o nosso salário nunca será suficiente para nós. Ao recebermos um aumento salarial, no primeiro momento ficamos felizes, mas, em pouco tempo, essa alteração passará a ser insuficiente. E destaco que isso não é errado. Se não tivermos ambição (de forma controlada, claro), não vamos querer evoluir, produzir mais, receber mais pelo nosso trabalho. E isso não pode acontecer.

Entretanto, se por um lado, o dinheiro não traz felicidade, a sua falta causa impactos negativos no comportamento humano e, consequentemente, na qualidade do seu trabalho e na sua produtividade.

Como tudo muda, o entendimento sobre essa situação também mudou. Ou melhor, ampliou. Vejamos: os teóricos modernos afirmam que baixos índices salariais geram desmotivação. Não concordo com essa visão simplificada. Se analisarmos com mais atenção, chegaremos à conclusão que, se por um lado o trabalhador não se sente motivado para trabalhar, por outro lado se sente motivado, algumas vezes em excesso, para realizar ações que comprometem a imagem da empresa e geram transtornos para os clientes e usuários, em busca dos seus objetivos. Situação que ninguém (incluindo todas as categorias: empregadores, trabalhadores e usuários) deseja.

Se analisarmos, em praticamente todos os movimentos grevistas, uma das reivindicações estará ligada aos índices de reajuste salarial.

Assim, reflito sobre quais os fatores que podem ter gerado tais resultados, pois os estudos citados foram realizados por instituições de credibilidade inquestionável. O próprio foco da pesquisa? A cultura que impede de assumir publicamente algumas opiniões? O medo do respondente de comprometer a sua imagem, mesmo que momentaneamente? Não tenho a resposta.

Independentemente do que foi dito aqui, é importante que o líder saiba que o seu colaborador (assim como ele mesmo), independentemente da sua função, busca a felicidade, em todas as ocasiões, inclusive no trabalho. Para que isso aconteça, além do cuidado com os aspectos materiais, outros não materiais de bem-estar humano, tais como as relações interpessoais, as diferenças individuais, a autonomia, a qualidade de vida no trabalho, entre outros, precisam bem administrados.

Vivemos um momento de apagão de profissionais e de preocupação com os bons colabores que não permanecem nas empresas. Então, leitores e principalmente os líderes, saibam que proporcionar a felicidade é um instrumento de retenção de talentos.

Assim, busque a sua felicidade de forma ampla, geral e irrestrita, encontre-a e seja feliz. Que assim, seja!


(*) Odilon Medeiros – Consultor em gestão de pessoas, professor e palestrante, Mestre em Administração, Especialista em Psicologia Organizacional, Pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em Vendas Contato: om@odilonmedeiros.com.br / www.odilonmedeiros.com.br

NOTA DO AUTOR:
Este artigo poderá ser publicado em qualquer veículo sem que isso represente a necessidade de pagamento ou outras obrigações por quaisquer das partes envolvidas. Entretanto, a empresa ou qualquer pessoa física que faça a publicação, deverá obrigatoriamente citar o autor.

terça-feira, 12 de junho de 2012

ARTIGO - DESMISTIFICANDO A ELABORAÇÃO DE UM CURRÍCULO


Com frequência respondo perguntas dos meus alunos e participantes das minhas palestras sobre a correta forma de elaborar um currículo vitae. São perguntas do tipo:

- Devo anexar cópias ou fornecer número dos meus documentos?
- Devo inserir foto?
- O que não posso colocar? E o que não posso deixar de citar?
- Atuei em várias empresas. Devo relacionar todas?
- Com relação a minha formação acadêmica? Devo citar todas as escolas e todos os cursos que já participei?
- E com relação às minhas características pessoais? Devo cita-las?

E as perguntas não param por aí.

Há um interesse em fazer o “correto”, pois o currículo é a oportunidade inicial de convencer o selecionador que a participação daquele candidato no processo seletivo será benéfico para a empresa. Por essa razão não podem errar.

O assunto desperta tanto o interesse que em uma rápida pesquisa em um site de busca, apresenta mais de 150.000 resultados.

É interessante analisar as informações encontradas. Cada especialista apresenta a sua versão como certa, muitas delas divergentes. Um exemplo claro é a situação da colocação de foto no documento. Enquanto um afirma categoricamente que não deve ser colocada, outro afirma, também categoricamente, que deve sim ser disponibilizada. Encontrei uma resposta que me causou estranheza: ele afirma que a foto só deve ser colocada, se a função exigir boa aparência e se o candidato atender este requisito.

Todos sabemos que, pelo menos oficialmente, as empresas não podem exigir esse tipo de “requisito” de qualquer candidato. Alguns veículos de comunicação chegam a vetar anúncios de clientes que contenham essa informação, caso alguma empresa, menos esclarecida tente fazer a divulgação de alguma vaga com essa informação. Logo, como é que o candidato pode atender a essa solicitação da empresa se é algo que não está de acordo com os preceitos legais e éticos?

A realidade é que não existe uma maneira correta de elaborar um currículo, pelo simples fato de que ainda não existem normas técnicas para tal fim. Logo, cada especialista vai dando os seus critérios como “certos” e, portanto, adequados para participarem dos seus processos.

Neste caso, o candidato só deve contar com a sorte para que o seu currículo chegue nas mãos do selecionador que considere como correta a maneira como foi elaborado.

Apesar da falta de normas e das informações desencontradas, algumas orientações são bem recebidas pela grande maioria dos selecionadores. Entre elas podem ser destacadas:

·         Os dados pessoais devem estar completos,
·         Os contatos devem estar fáceis de visualizar,
·         O objetivo deve ser onde desejar atuar e não colocar frases que não apresentam informações relevantes do tipo: “contribuir com o meu trabalho para o desenvolvimento e blá, blá, blá...”
·         Não há a necessidade de anexar documentos.

Um procedimento que é recomendado é que o documento tenha uma página apenas, mas com o tamanho da fonte legível. Em casos especiais, usar no máximo duas páginas. Mais que isso o selecionador não terá disponibilidade para ler.

Não há a necessidade de informar todos os cursos que o candidato participou. Nesta situação destacar os cursos que estão relacionados à vaga e/ou o curso de maior relevância. Exemplo: se o candidato é universitário, ele não precisará citar que conclui o segundo grau, pois é uma situação óbvia.

Logo, é recomendável que o candidato elabore mais de uma versão do seu currículo. Cada uma direcionada para determinada vaga.

É aconselhável que o candidato também destaque ações concretas que realizou nos últimos empregos, quantificando os resultados, se possível.

Ações que comprovem que o candidato leva uma vida regrada também podem fazer a diferença. Portanto, se pratica esportes, faz algum trabalho voluntário ou alguma ação que mereça destaque, também deve ser citada.

O candidato deve ter muito cuidado com a estética do documento, com a clareza das informações e revisar, mais de uma vez, o vocabulário utilizado e realizar a correção ortográfica. É desnecessário dizer que informações inverídicas devem ser abolidas.

Para casos específicos, como os candidatos às carreiras acadêmicas, onde há a necessidade de maiores informações, há o Currículo Lattes.

Desmistificado o assunto, só resta desejar que você tenha sorte, vá em frente e seja feliz!


(*) Odilon Medeiros – Consultor em gestão de pessoas e palestrante, Mestre em Administração, Especialista em Psicologia Organizacional, Pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em Vendas Contato: om@odilonmedeiros.com.br / www.odilonmedeiros.com.br

NOTA DO AUTOR:
Este artigo poderá ser publicado em qualquer veículo sem que isso represente a necessidade de pagamento ou outras obrigações por quaisquer das partes envolvidas. Entretanto, a empresa ou qualquer pessoa física que faça a publicação, deverá obrigatoriamente citar o autor.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

NOVO SERVIÇO: TERCEIRIZAÇÃO DO DEPTO. DE TREINAMENTO





É desnecessário destacar quanto é importante e mais que isso, fundamental para o desenvolvimento das empresas, o investimento em treinamento.

Muitas empresas já possuem um departamento de treinamento estruturado, mas a grande maioria não dispõe desta estrutura. Assim, atua, quase sempre, de forma reativa/corretiva, ou seja, quando alguma situação não está atendendo às suas expectativas ou já impactando negativamente na produtividade, alguém é chamado para realizar um treinamento. E, ponto final.

Sabemos que o ideal é atuar de maneira proativa ou preventiva. Mas, montar uma estrutura que realize essa atividade, requer investimentos bastante altos. E mesmo assim, correndo o risco de contratar alguém que não seja especialista na área.

Várias empresas terceirizam os serviços que não são o foco dos seus negócios e isso é uma prática recomendável. São exemplos os serviços contábeis, jurídicos, de manutenção de equipamentos, entre outros. Os resultados positivos justificam, pois o que se busca é racionalização de custos, economia de recursos, aumento da qualidade, desburocratização da administração, efetividade entre outros.

Por outro lado, a terceirização, se mal elaborada, pode trazer diversos riscos para o contratante. Por essa razão o cliente interessado nesta ação, deve escolher profissionais sérios e comprometidos com o cliente e com o trabalho a ser realizado.

Cientes do nosso papel e da nossa responsabilidade, estamos oferecendo um serviço inovador ao mercado: a terceirização do departamento de treinamento. Assim, o nosso cliente terá à disposição os serviços de um departamento de treinamento, realizado por especialistas, com as garantias que oferecemos ao longo de vários anos de experiência.

Para saber mais, faça contato conosco e lembre-se que, sem treinamento não há desenvolvimento.

Aguardamos o seu contato.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

DIVULGAÇÃO DE PALESTRA SOBRE EMPREGABILIDADE

Divulgando palestra que realizarei no próximo dia 24/05 no Senac/Recife. Informações no telefone 0800 081 1688.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

ARTIGO - UM QUASE ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA


A palavra cegueira está formatada na maioria das mentes humanas como algo ligado ao corpo biológico ou físico, como alguns preferem. Poderia ser descrita como a perda ou redução grave, de um dos sentidos mais importantes: a visão. É um tanto quanto óbvio afirmar que é através dela que mais nos conectamos com o mundo, mas, ao mesmo tempo, é importante ressaltar essa informação. Até mesmo para que ela possa receber a atenção necessária.

Também não podemos entendê-la como uma imperfeição e muito menos como uma punição: o Engenheiro lá de cima não permitiria isso. Se mudarmos o foco, é possível entende-la como uma oportunidade de crescimento, resiliência e superação. Galileu Galilei, Louis Braille, Andrea Bocelli confirmam isso.  Você também conhece alguém com deficiência visual, menos famoso, mas que também é um exemplo de vida. Não é verdade?

O meu intuito, entretanto, não é falar sobre a cegueira biológica. Este artigo é sobre a cegueira relacional. Isso mesmo: cegueira relacional. Desconhece esse termo? Normal. Achou estranho ou impossível que ocorra? Se isso acontece, em minha opinião, já pode ser um forte indício deste tipo de cegueira.

Sem recorrer a muitos detalhes ou a preceitos científicos, a cegueira relacional poderia ser definida como uma incapacidade de tomar contato com algo que vai além da visão e/ou da compreensão cotidiana, causada por um encantamento, por exemplo. E não pensem que esta situação é difícil de ocorrer: acontece rotineiramente.

Quantas vezes já ouvimos falar de profissionais que estão desenvolvendo excelentes trabalhos em determinada empresa e então, são convidados para atuarem em outra instituição (muitas vezes, até concorrentes) e rapidamente fazem o seu desligamento e se decepcionam no novo emprego?

Esse é um clássico exemplo da tal cegueira, pois, possivelmente os olhos que vislumbravam os benefícios estavam bem abertos, mas, os que deviam ter um olhar mais abrangente e que considerasse também os riscos, estavam impossibilitados de enxergar.

Outro dia tomei conhecimento de uma determinada empresa, na qual, um seu diretor contratou um gerente de vendas, apenas por sua formação acadêmica.  O candidato se perdia na quantidade de certificados que apresentou. Neste caso o encantamento foram os documentos que cegaram o tal diretor. O resultado foi drástico.

E os exemplos não param por ai.

Quando um candidato participa de um processo seletivo, gostaria de receber um retorno, mesmo que apenas agradecendo a sua participação no processo. Mas, a grande maioria nunca irá receber nenhum retorno.

A cegueira relacional, neste caso, está no responsável pela seleção que pode criar uma série de alegações e não dar retorno. Temos o hábito de mudar a nossa maneira de agir apenas após vivermos situação semelhante. Será que o selecionador vai precisar passar por uma seleção, ficar ansioso e não receber resposta para poder mudar? Convenhamos: enviar uma mensagem pré-formatada não custa tanto tempo ou dinheiro que não possa ser realizado. Uma possibilidade para essa cegueira ocorra é que o selecionador crie um modelo mental onde ele fortaleça algumas ideias que, de alguma forma, desconsidere o candidato, quando deveria acontecer o contrário.

Outra situação onde a cegueira relacional está se solidificando cada vez mais, é a que se refere ao contato do profissional com o seu próprio corpo. Muitas vezes o corpo está clamando por atenção, sinalizando de diversas maneiras, mas, criamos alguns impedimentos para não ver as mensagens que estão sendo enviadas.

Neste caso, focamos apenas em um aspecto: o trabalho em si. E esquecemos que, para trabalharmos precisamos estar bem em todos os aspectos: físico, mental, intelectual, espiritual, etc. Logo, precisamos estar de olhos bem abertos para todos eles.

É importante deixar registrado que o intuito deste artigo não é desmotivar os profissionais para que evitem outras oportunidades de trabalho ou que os lideres desconsiderem a formação acadêmica dos candidatos, mas que eles reduzam a cegueira relacional ampliando a sua visão, vendo o centro e também a periferia da situação.

Tempo atrás havia um comercial de tv que afirmava: “não que um cego não possa ser feliz, mas é bem melhor ser feliz vendo tudo”. Então, motive-se. Veja bem, veja mais e seja feliz.